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Fundação Ruben Berta: cuidando de 110 mil vidas.

João Manuel Correia de Assunção, Diretor Executivo

A nova parceira do Saude é a Fundação Ruben Berta, que tem como missão garantir o bem estar dos funcionários do grupo Varig, Rio Sul, Nordeste, Rede Tropical de Hotéis, Amadeus e Sata. Nesta entrevista exclusiva ao Portal Saude, o Diretor Executivo da Fundação, João Manuel Correia de Assunção, explica o que tem sido feito para melhorar a qualidade de vida dos seus beneficiários e dependentes, um exemplo que deve ser seguido por todas as empresas que desejam ter funcionários mais felizes e eficientes.

O que é a Fundação Ruben Berta?
A Fundação Ruben Berta é uma entidade que foi criada em 1945 pelo Sr. Ruben Berta e por Otto Meyer, o fundador da Varig. Seu principal objetivo é trazer benefícios aos funcionários, pois o Sr. Berta acreditava que os resultados deveriam ser divididos por quem os produziu para que as pessoas, satisfeitas, pudessem produzir mais, já que trabalhavam para elas mesmas. Hoje a Fundação conta com a participação das empresas Varig, Rio Sul, Nordeste, Rede Tropical de Hotéis, Amadeus Brasil e Sata, tendo sob sua responsabilidade cerca de 110 mil vidas.

De que maneira são obtidos os recursos necessários para a gestão da Fundação?
Por ser uma entidade não lucrativa, ficava pouco visível para o mercado como a Fundação pode ser a controladora de empresas e provedora de benefícios. Nós não tínhamos uma empresa para controlar os nossos investimentos, o que nos prejudicava no mercado, por isso foi criada a FBR-Investimentos, visando maximizar a rentabilidade dos nossos dois meios de obter recursos: o investimento em empresas e a prestação de serviços na área da saúde, assistência social e lazer. A Fundação exige resultados das empresas da qual ela participa como acionista, para que ela possa devolver estes investimentos aos seus funcionários em forma de benefício e melhorias na própria entidade.

Qual é a missão da Fundação Ruben Berta?
A missão é promover o bem-estar social de seus beneficiários e de seus dependentes, através de ações direcionadas para a melhoria da qualidade de vida, constituindo-se em fator de motivação e comprometimento dos funcionários para a empresa na qual trabalham.

O que tem sido feito para cumprir essa missão?
Os funcionários recebem vários tipos de benefício, como o auxílio medicamentos (a Fundação cobre 50% dos medicamentos que os funcionários e aposentados necessitam), auxílio material escolar, colônia de férias, convênios com universidades, seguro de automóveis, empréstimos e financiamentos, projetos internos ligados à melhoria da qualidade de vida dos funcionários e seus dependentes. Também temos o plano de saúde (FRB Saúde), que contempla a utilização dos nossos próprios serviços médicos para que possamos manter uma mensalidade baixíssima. Também temos convênios com outros planos de saúde, como a Amil, Unimed e Bradesco, para que os funcionários tenham possibilidade de escolha, mas felizmente a preferência dos funcionários tem sido o nosso atendimento, onde ele não precisa ficar vagando por diversos lugares diferentes. Também temos o serviço médico especializado na saúde do aeronauta, visto que a Varig é a maior empresa envolvida no grupo da Fundação. Todos os nossos funcionários ainda podem contar com as nossas áreas de lazer em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza, Brasília e Recife, além do convênio estabelecido para a utilização da infraestrutura das AABBs (Associação Atlética do Banco do Brasil) em todo o país.

Na sua opinião, qual a importância do lazer para a produtividade profissional?
Em termos de produtividade as pessoas estão sendo muito exigidas atualmente. Há competição entre as empresas e entre os próprios funcionários, o que fez com que eles tivessem que investir mais neles mesmos. Antes era só o médico e o advogado que deveriam se atualizar constantemente, hoje todas as profissões precisam de atualização. Isso causa uma tensão que deve de alguma forma ser canalizada através da descontração, libertação de energias e do convívio com a família. O ritmo da vida faz com que tenhamos muito pouco tempo para ficar com nossos filhos, e se não tivermos atividades que nos permitam a convivência com a família e com os amigos as tensões profissionais não conseguem ser canalizadas.

Essa atitude de beneficiar os funcionários, visando seu bem-estar e qualidade de vida, deveria ser expandida para outras empresas no Brasil?
Não tenho dúvida disso. Por uma simples verdade: as pessoas querem ser felizes consigo mesmas, na sua casa e no seu trabalho. A felicidade é um equilíbrio necessário ao ser humano, e as empresas devem se preocupar com isso. E muitas vezes não é necessário que as empresas gastem verbas para proporcionar ao funcionário um aumento desta felicidade, deste grau de satisfação. O mercado está aí para oferecer facilidades, segurança e conforto através de convênios que as empresas podem fazer sem gastar dinheiro algum. Se, por exemplo, o anseio dos funcionários é com educação, então a empresa pode fazer convênios com escolas e cursos, descontando na folha de pagamento do funcionário. A empresa sai valorizada porque mostra uma preocupação com a satisfação do seu funcionário, o que aumenta o seu grau de motivação e comprometimento. Ele sabe que está trabalhado para ele mesmo, e que o resultado volta em forma de benefício. Este é o objetivo da fundação.


As empresas das quais a Fundação participa, como a Varig e Rio Sul, agregaram um alto poder de confiabilidade para seus clientes e participantes. Como isso foi possível?
Primeiro, por serem empresas que têm valores. Não só por pertencerem à Fundação Ruben Berta, mas por seguirem seus princípios e respeitarem o ser humano. E poucas empresas brasileiras têm a representatividade que a Varig tem aqui no Brasil e também lá fora, devido ao patrimônio que ela construiu historicamente. Por outro lado, é uma empresa que dá atenção àqueles que se dedicam, ela procura corresponder e dar a oportunidade de progredir e avançar. Não há apadrinhamentos, não há "amigos do rei", cada um tem a sua parcela de responsabilidade porque os funcionários não são simplesmente empregados, são partes importantes de um processo. São cidadãos que pertencem a uma entidade que preconiza a participação nos resultados.